O caminho deve ser feito por quem está disposto a caminhar. Por isso, quando seguimos viagem caminhamos com todos, de forma genuína e inteiramente desinteressada. Apenas queremos avançar, viver e chegar ao destino. Porém, muitos não partilham os nossos objetivos. Entendem que isso é demasiado simples. Gostam de complicar e perturbar a harmonia. Por isso, temos que aprender com os lobos a escolher melhor a alcateia. Não precisamos de muitos. Apenas de alguns que sejam sempre leais em qualquer circunstância. A vida é feita de altos e baixos e, sobretudo, de desafios que precisam de ser superados. Nem todos os que seguem connosco no caminho estão dispostos a ajudar-nos, nomeadamente nas horas mais negras. São poucos o que ficam sempre ao nosso lado. São esses que devemos preservar e valorizar. Os que ficam quando já não há nada para ganhar são a nossa alcateia, o porto de abrigo firme que devemos ajudar a fortalecer. Os outros…. que só aparecem nas festas ou quando tudo corre bem são apenas ruído disfarçado de amizades inexistentes. Não são bons companheiros de viagem. Não fazem parte da alcateia. Às vezes, por educação ou simpatia, ignoramos os sinais que nos vão deixando ao longo do percurso. Devemos estar mais atentos. Não interessa se vamos mais depressa ou mais devagar. Importa seguirmos com os que gostam de nós e nos protegem. Não precisamos do brilho da falsidade nem de multidões que nos deixam sozinhos. Precisamos dos nossos. Dos que partilham os nossos sonhos. Dos que nos ajudam a ser quem somos, construindo futuros em conjunto. Se estivermos atentos podemos aprender com os lobos a erguer e consolidar a nossa alcateia. É dentro dela que cumpriremos o nosso destino em comunhão com os outros. E isso, se for cumprido, é uma coisa extraordinária.
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