Ao longo da jornada, tomamos muitas decisões: umas simples, outras mais complexas. Muitas delas acontecem quase sem darmos por isso, e o nosso dia a dia está repleto de pequenos instantes desta natureza.
A maioria das decisões é mecânica. Acontecem de forma intuitiva e espontânea. Muitas são quase imperceptíveis. Mas outras ganham maior preponderância e visibilidade pelas suas consequências. São decisões que exigem reflexão, ponderação e, por vezes, coragem.
Como escreveu Jean-Paul Sartre, “somos as nossas escolhas”. Em grande medida, é através delas que definimos o rumo da nossa vida.
Muitas vezes, as nossas escolhas são influenciadas por outros, de forma positiva ou negativa. Uma decisão nossa pode estar carregada de influências de terceiros e, tantas vezes, nem damos conta disso. Há sempre quem nos queira influenciar para ajudar. Mas também há quem nos queira prejudicar.
Às vezes, a ajuda que recebemos é um autêntico abraço de urso que, no aperto, nos deixa a sangrar.
A nossa jornada tem muitos desafios. Para os enfrentarmos e superarmos, precisamos de sabedoria, ponderação, estratégia e muitos outros atributos que nem sempre estão na nossa posse.
Precisamos de conselhos sábios e de beber da experiência de quem a tem. Podemos e devemos procurar aquilo que nos falta para seguirmos em frente. Precisamos de ouvir e aprender, para crescermos com a força e a resiliência necessárias para enfrentar as adversidades.
Como lembra Viktor Frankl:
"Entre o estímulo e a resposta há um espaço. Nesse espaço está o nosso poder de escolher a nossa resposta. Na nossa resposta residem a nossa liberdade e o nosso crescimento."
Mas, apesar de todas as circunstâncias — boas ou más — devemos manter o nosso critério, a nossa ponderação e os nossos valores. O juízo e a responsabilidade serão sempre nossos. E as consequências também.
O nosso eu interior deve estar sempre ao comando das operações, para conduzirmos o nosso caminho por inteiro.
Fazemo-nos na viagem. É nela que crescemos. E, se formos sempre fiéis ao nosso critério, estaremos em paz com as nossas escolhas, mesmo que aqui e ali não tenham sido as mais acertadas.
Como lembrava Eleanor Roosevelt:
"No fim de contas, ninguém pode fazer-nos sentir inferiores sem o nosso consentimento."
Nesse sentido, nunca perderemos verdadeiramente. Nas derrotas, aprendemos. Nas vitórias, ganhamos força e luz para continuar o caminho — sempre guiados pelas nossas próprias escolhas.
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