Miércoles, 28 de septiembre de 2022
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As portas da vida
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As portas da vida

OPINIóN
Actualizado 07/11/2021
Miguel Nascimento

As portas da vida | Imagen 1

A nossa vida está repleta de portas que temos de saber abrir e fechar. Quando não temos chave para entrar batemos à espera que se abram. Umas abrem-se, outras não. Outras ainda permanecem entreabertas mas por insegurança ou receio fecham-se com mais rapidez do que esperávamos. Se contemplarmos o corredor que é a nossa vida podemos vislumbrar as portas abertas e fechadas que fomos encontrando ao longo do tempo. Se reflectirmos um pouco sobre isso percebemos que as portas que nunca se abriram representam experiências sonegadas e oportunidades perdidas. Não tendo chaves para abrir determinadas portas esperamos e desejamos que elas se abram por dentro para as podermos franquear. Muitas vezes o silêncio da maçaneta que não roda diz-nos que o nosso caminho não é por ali. Apesar da frustração seguimos em frente encontrando portas abertas e outras que se abrem com o nosso toque. Quando entramos podemos ver, conhecer e vivenciar experiências. Pensamos sempre nas portas que nunca se abriram apesar da nossa insistência e do que poderia ter sido e não foi. Mas também não nos podemos entregar por inteiro a esses pensamentos na medida em que já não resolvem nada para além da reflexão metodológica que arruma coisas do passado. Agora estamos aqui, no presente, e com portas abertas para entrarmos. E outras sempre estiveram abertas para nós mas nunca entrámos, por opção. As portas abertas e as outras em que podemos entrar com chave na mão são experiências de vida que fazem de nós o que somos. Mas as outras, as portas fechadas, também complementam a nossa transformação ainda que seja pelo que não pudemos ser ou fazer. É também por isso que depois de muito caminharmos no corredor da vida devemos meditar nas sábias palavras do escritor Paulo Coelho: "Feche algumas portas. Não por orgulho ou arrogância, mas porque já não levam a lugar nenhum." Na verdade, mais do que pensarmos nas portas que nunca se abriram devemos tomar a iniciativa de começar a fechar portas que não levam a lugar nenhum. Dessa forma temos mais tempo e disponibilidade para vivermos, por inteiro, a experiência que as portas que estão sempre abertas nos proporcionam. Afinal a vida é mais do que abrir e fechar portas. É aprender com tudo o que acontece e sobretudo com as portas que nunca se abrem. Às vezes isso é uma benção. Saber fechar algumas é sinal de experiência feita que dá espaço ao coração para, em liberdade, percorrermos todas as portas que se encontram abertas, entrando nelas para fazermos o que deve ser feito.

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