Hoje o tempo é de luz, ressurreição e esperança. A passagem está agora completa. Encerrou-se um ciclo de profunda religiosidade e introspecção. Os cristãos católicos percorreram as veredas da interioridade e os itinerários do sentir.
Reviveram a Quaresma e o Tríduo Pascal. Recebem hoje a luz da Páscoa para que a caminhada que falta seja renovada como a esperança que renasce a cada Primavera. Cada um vive este tempo na sua individualidade sempre confrontada com a comunidade em que vivemos. Os costumes e as tradições envolvem-nos mesmo que queiramos parecer distraídos. Quase sem darmos conta há uma espiritualidade que nos abraça e envolve. Somos estimulados à partilha e a vivenciar um determinado sentir comunitário. É assim há séculos e ainda bem. Há valores ancestrais que são como colunas de sustentação dos edifícios. Sem eles tudo se desmorona. Quando ritualizamos o que deve ser vivido no tempo próprio percebemos a importância que os valores têm para nós e para todos os que nos são próximos. Percorrer as veredas da interioridade é, para além de uma enorme benção e alegria, uma excelente oportunidade para nos questionarmos e também para nos colocarmos à prova.Todos cumprimos as nossas vias dolorosas, repletas de sacrifícios e privaçães. Mas também as conseguimos superar porque temos fé e esperança. Não precisamos ver o que está para além da curva da estrada. Acreditamos e vamos. Seguimos em frente. Os nossos valores são um força tremenda. Mas não um dogma. Num mundo em constante mudança temos que ser flexíveis e tolerantes com os outros e também connosco. Todos falhamos. Não somos perfeitos. Ao longo da jornada devemos ser ecuménicos e livres, abraçando todos os que prensam de forma diferente e todos os que acreditam de forma diferente. A fé é a expressão maior da esperança. É nela que devemos depositar a nossa energia ao mesmo tempo que procuramos construir uma comunidade melhor onde cabem todos. No fundo, somos todos irmãos que habitam a casa comum. No fim da jornada, todos nos transformaremos em pó e nada levaremos daqui. Neste sentido o que mais importa é o caminho e quem caminha connosco. Façamos dessa viagem um tempo feliz, repleto de luz e alegria. Se assim fizermos teremos a maior redenção de todas e também a nossa verdadeira passagem. A Páscoa é alegria e luz. Acontece depois do sacrifício, da humilhação gratuita, do sofrimento, do suor e das lágrimas….da crucificação. Mas, depois, a Páscoa é tudo! Um tempo novo onde mora a esperança e a fraternidade. Celebremos este tempo de espiritualidade maior dentro do nosso coração para podermos dar o que recebemos!
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