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Domingo, 7 de marzo de 2021

O poder das coisas

“É literalmente verdade que você consegue ter sucesso, melhor e mais rápido, ajudando os outros a prosperarem.”  Napoleon Hill

Todos gostamos de progredir, de ter uma vida melhor. Desejamos alcançar coisas que nos permitam ter um certo conforto. Esse desejo é legítimo e natural. Porém, o querer ter mais nunca se pode confundir com a ganância, com esse desejo insaciável de ter mais por ter, tantas vezes à custa de se atropelarem os outros. A corrida estimulada pela ganância faz com que os princípios, valores e até amizades, sejam colocados de lado porque, na verdade, são obstáculos da vontade de se cortar a direito na obtenção de uma determinada finalidade. Este é o reflexo do “poder das coisas” numa sociedade que tem sucessivamente desvalorizado o pensamento e a reflexão crítica, em detrimento da ostentação de coisas que brilham mais do que valem. Esta vertigem faz salivar os que estão sequiosos de um poder que se ostenta e não de um poder que serve os outros e as causas maiores que nos elevam na nossa humana dimensão. Na nossa vida podemos e devemos querer chegar mais além, obter sucesso que nos realize a nível pessoal e profissional. Porém, o sucesso tem perspectivas diferentes consoante o que cada um de nós valoriza. Felizmente, para muitos, os caminhos do sucesso não passam pelo poder das coisas. Passam, sobretudo, pela felicidade de se construírem projectos que sejam a expressão de vontades verdadeiramente comunitárias, livres e altruístas. Felizmente, para muitos, o sucesso é esse prazer extraordinário da realização conjunta onde as coisas acontecem com propósitos justos e carregados de afectos. Reforço esta linha de pensamento citando o escritor americano Napoleon Hill: “É literalmente verdade que você consegue ter sucesso, melhor e mais rápido, ajudando os outros a prosperarem.” Se tentarmos cumprir este desígnio estaremos no caminho do sucesso ajudando os outros a chegarem onde exactamente desejam chegar. Valorizemos então o caminho conjunto, a entreajuda e a fraternidade para nos lançarmos na geografia do futuro onde moram os valores que vamos construindo na viagem. Se acreditarmos nisto podemos fazer, seguindo em frente. Entretanto, o poder das coisas continuará a ser disputado por todos os que se espelham num sentido frenético e desenfreado na conquista do ter por oposição ao ser. Não nos podemos esquecer, uns e outros, que a viagem é curta. É por isso que deve ser bem aproveitada e maximizada, contando sempre com todos os que querem estar e viajar connosco, mesmo sabendo que os mares nem sempre evidenciarão águas calmas.