Martes, 17 de octubre de 2017

DESAPEGA-TE!

 

Sim, desapega-te! Liberta-te de tudo o que te condiciona e segue o caminho da felicidade. Não desistas de nada. Não queiras “abrir mão” de tudo o que sabes que é teu. Mas liberta-te de tudo o que não te deixa andar para a frente, de tudo o que te pesa e que te condiciona! Abre as asas e voa! Voa em liberdade e segue o teu destino para o futuro, mas vive o presente! Não vivas entre o antes e o depois. Vive o presente. Vive o agora. Desapega-te! Liberta-te da escravidão das coisas e dos desejos! Não excluas ninguém da tua vida, mas reorganiza-te e inverte prioridades. Deixa fluir o tempo e aproveita a brisa que o vento te traz a cada manhã. Não mergulhes em lagos de águas paradas. Eles não te levam a lado nenhum! Agita-te com serenidade. Avança para a corrente mas navega sempre em direcção ao teu destino. Não te agarres a nada! Deixa-te ir mas com o destino traçado! Desapega-te dos pesos que não te deixam navegar com leveza e rapidez. Deixa ir tudo o que não te faz falta. Torna-te leve e deixa a energia que se liberta com o desapego comandar o teu destino. Torna-te timoneiro do teu barco mesmo que navegues por águas demasiado agitadas. O desapego não é uma viagem fácil nem cómoda. Está cheia de inquietações! Temos medo de avançar porque precisamos de segurança e de nos agarrar a coisas que estão imóveis para nos sentirmos seguros. Temos a falsa sensação que a segurança vem do exterior, de algo que nos protege e que nos dá conforto e tranquilidade. Nada de mais errado! A segurança está em nós! Devemos acreditar nela e estimular todos os seus pilares. É também por isso que nos devemos apoiar mais em nós e menos nos outros. Não no sentido de os excluirmos da nossa vida. Mas na perspectiva de colocarmos mais peso e força nas nossas acções diminuindo a dependência em relação às acções dos outros. Se os outros caírem nós também caímos porque estamos exclusivamente apoiados neles. Temos que nos apoiar em nós para sentirmos todos os desafios e inseguranças que borbulham debaixo dos nossos pés. No campo de combate de todos os desafios encontraremos a segurança em nós e, ao mesmo tempo, libertaremos toda a energia e felicidade para abraçarmos quem nos está próximo e segue connosco nesta magnífica viagem que é a vida. Se nos libertarmos do peso das falsas seguranças encontraremos a felicidade no meio de todos os desequilíbrios e de todos os caminhos por trilhar. Ganharemos tempo para o amor, para a amizade e para as coisas boas da vida. E aí temos que direccionar toda a energia para quem gostamos e para quem gosta de nós! É aí que nos rendemos ao movimento e a tudo o que fluí à nossa volta. Ao estarmos mais leves, mais soltos, conseguimos ver as coisas de outra maneira. Conseguimos viajar melhor porque estamos mais leves e mais felizes! Temos que nos desapegar do que estamos a fazer mal para deixarmos entrar a brisa de tudo o que nos leva a fazer bem. Temos que aprender a viver sem as pessoas que vivem sem a nossa presença para libertarmos mais espaço, e sobretudo mais coração, para todos os que nos reclamam todos os dias, como somos, com todos os nossos defeitos e virtudes. Precisamos praticar a arte do desapego como dizia Fernando Pessoa para renovarmos os votos de esperança em nós, para seguirmos novos rumos e desvendarmos novos mundos! Como a vida não espera e o tempo não perdoa só temos que nos desapegar para nos agarrarmos à liberdade da esperança, seguindo o nosso caminho, o nosso destino e construirmos outras histórias, com amor e com quem gosta de nós!