Lunes, 9 de diciembre de 2019

É tempo de nos reinventarmos!

O sonho alimenta a nossa vida. Quando deixamos de sonhar morremos. Continuamos o caminho. Seguimos em frente. Mas vamos sem alma, sem determinação e sem alegria. Quem gosta de viver está sempre a sonhar. Gosta de sonhar com coisas, com isto e com aquilo. Sonha com dimensões extraordinárias e também com coisas muito simples. Quem sonha, verdadeiramente, gosta de sonhar acordado. Gosta de desenhar nas nuvens os caminhos do futuro. Quem sonha, voa, tantas vezes sem sair do mesmo lugar. Durante o percurso do fantástico de que os nossos sonhos são feitos construímos imensas alternativas para a nossa viagem real. Entretanto, desejamos, ardentemente, que todos os sonhos se concretizem para alcançarmos a geografia maior da felicidade. Mas, como sabemos, entre o sonho e a realidade existe um gigantesco mar que separa as coisas de forma absolutamente fria. Não podemos, sistematicamente, confundir o sonho com a realidade nem a realidade com o sonho. Devemos permitir-nos temperar a realidade, tantas vezes dura e assertiva, com leves toques de magia para a tornar mais amena. O sonho é um extraordinário suplemento vitamínico para as dificuldades do trajecto, tantas vezes sinuoso e repleto de obstáculos. Às vezes, no meio do cansaço e do desalento devemos desfiar os sonhos, uma a um, para abrirmos todas as janelas de esperança a que temos direito! Porém, sabemos que cada sonho não concretizado corresponde a uma frustração. E a frustração é uma grande lição de vida. A cada etapa não cumprida e a cada sonho não realizado recebemos um ensinamento que, naturalmente, nos obrigará a reflectir e a mudar, necessariamente. Quando somos jovens os sonhos sucedem-se em catadupa. Saltam-nos para o caminho em quantidades incomensuráveis como se viessem de uma fonte inesgotável de alegria e jovialidade. Mas, à medida que o tempo passa vamos contabilizando mais frustrações do que sonhos realizados. Mais do que um problema este processo é sinónimo de crescimento e de aprendizagem. É um confronto com a realidade. Como os ponteiros do relógio não param e como a realidade se impõe ao virar de cada esquina, percebemos que vamos tendo menos tempo para inventar sonhos e muito menos tempo e capacidade para os concretizar. Muitos abandonam as linhas mágicas que tecem sonhos e dizem, em público ou em privado, que “agora já é tarde”. Já é tarde para sonharmos com coisas, pessoas e lugares que já não conseguimos transformar em realidade. Já é tarde para fazermos isto ou aquilo. Mas, o tempo, em bem escasso que nos foge a cada instante, é a dimensão do nosso caminho, seja ele curto ou longo. É nosso! É o nosso tempo e nele cabem todos os sonhos do mundo até à ao nosso último suspiro. Por isso, entre os sonhos e a realidade devemos ter sempre capacidade para nos reinventarmos e desenharmos portas para atravessarmos que nunca pensámos que existissem. O nosso tempo é a dimensão maior do nosso sonho que nunca deve deixar de alimentar a esperança e de projectar luz para a calçadas em que nos movimentamos. Quem sonha deseja sempre o caminho da felicidade. Quem sonha tem brilho nos olhos, mesmo no meio de muitas dificuldades. Quem sonha reinventa-se a toda a hora e segue sempre pelos caminhos que a vida lhe proporciona mesmo que eles, inicialmente, não existissem. Nunca é tarde para nos reinventarmos. Nunca é tarde para sermos felizes!