Seguimos no caminho, sem pressa, mas com firmeza. Seguimos convictos do nosso propósito. A mudança acontece a cada passo que damos. À nossa frente nada é claro. Nada é fácil. Mas avançamos. Não ficamos parados. Não desejamos voltar atrás.
Temos medo, dúvidas e incertezas. Mas temos também a coragem necessária para continuar. Não queremos parar. Queremos transformar-nos naquilo que verdadeiramente somos — ou desejamos ser. O passado já não nos prende. Agradecemos as lições, mas seguimos em frente. O futuro está já ali e precisa de ser conquistado.
Nada será fácil, como sempre. Mas seguimos, determinados e focados. Seguimos em silêncio, sem ruídos nem distrações. Não queremos impressionar ninguém. Não precisamos de aplausos nem de espectadores para a nossa jornada. Fazemos o caminho por nós, pelo nosso eu interior. Não por egoísmo, mas por amor-próprio.
Como escreveu Rainer Maria Rilke, “viva as perguntas agora” — e é isso que fazemos: caminhamos sem todas as respostas, mas com fidelidade ao processo.
Seguimos com determinação por nós, promovendo a mudança que precisa de acontecer neste ponto exato: o ponto de partida. Não estamos contra ninguém. Os pesos e contrapesos dos outros não nos movem nem nos perturbam. Estamos focados em nós, na nossa transformação, na nossa caminhada silenciosa.
E à medida que avançamos, tornamo-nos mais fortes e mais decididos. Vamos largando o que pesa. Eliminamos o que é supérfluo. Tornamo-nos mais leves. Afinamos o método e reforçamos a disciplina. Abandonamos velhos hábitos. Consolidamos novas rotinas.
Não precisamos de validação externa. Precisamos de presença, foco e luz no caminho. Como lembrou Henry David Thoreau, “o homem é rico na proporção do número de coisas de que pode abdicar”.
O coração vai-se enchendo de amor e de alegria. É a partir daí que podemos espalhá-los, oferecendo aos outros o fruto do nosso trabalho interior. Só assim a harmonia pode surgir na construção coletiva da comunidade.
Esse trabalho exige silêncio. Exige solidão consciente. Porque, como escreveu Carl Gustav Jung, “quem olha para fora sonha; quem olha para dentro desperta”.
O trabalho que fazemos em nós, enquanto ato de amor, será sempre o melhor que podemos oferecer aos outros. Nunca podemos dar o que não temos. Mas podemos — e devemos — partilhar o que vamos construindo e conquistando. Tudo é feito em silêncio, e em absoluta fraternidade.